Eu não sou poeta
sou mais um ser deprimido
saí de casa escondido
pra caminhar na linha do trem
tem dias que eu não vejo
mais sentido em tudo isso
mas vou até onde eu consigo
da liberdade eu sou refém
Quando eu tinha oito anos de idade, fui ao primeiro funeral que eu lembro. Minha mãe perdeu uma batalha contra o câncer que já se arrastava por quase dois anos.
Eu não quero saber se ele é o príncipe encantado ou o sapo, se é o cara mais perfeito do mundo ou apenas mais um, se somos complementares, oposto, ou apenas diferentes que de alguma forma se completam, se poderíamos ter uma história avassaladora ou apenas um dia para resolver tudo. Eu não ligo se nós dois parece algo certo, se faz sentido, ou se de alguma forma combinamos, eu não ligo se ele é o cara certo ou o errado, para a imagem que ele passa, eu simplesmente não ligo para convenções. Não ligo para o que diz o "manual", se ele tem isso ou aquilo unido a aquilo outro é porque ele é assim, não é assim que funciona pra mim, não as respostas prontas, não as definições limitadas, não as receitas mirabolantes sobre a personalidade do ser humano... Porque se no final das contas tirando ou colocando tudo isso, não importa, o que vai restar é você e ainda assim será tudo e com todas as definições e receitas possíveis, você ainda serão tão complexo quanto meu próprio pensamento e tão simples quanto o ato de pensar...